Em busca de apoio para reformar e ocupar uma vaga permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas, a Alemanha tem adotado um discurso diferenciado em relação ao Brasil, que também almeja uma cadeira fixa no órgão. Quando questionados sobre o tema, os diplomatas alemães recorrem a um aspecto bastante palpável: dinheiro.
Entre os 192 países membros, a Alemanha é hoje o terceiro maior contribuinte para a manutenção básica da ONU, ficando atrás apenas de Estados Unidos e Japão. Já o Brasil ocupa a 13ª posição no financiamento.
O Conselho de Segurança concentra a cúpula da ONU e decide sobre as principais questões de guerra e paz no mundo. Desde sua fundação, em 1945, conta com apenas cinco países: além de EUA, estão lá o Reino Unido, a França, a Rússia e a China. Todos têm poder de veto nas decisões: se um não aceita, nada pode ser feito.
Desde os anos 90, vários países, principalmente pobres e em desenvolvimento, lutam para mudar o Conselho. Essa foi, aliás, uma das prioridades da política externa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), que, para conquistar o assento, ressaltava o papel de liderança do Brasil entre os países emergentes, além da tradição pacifista nas relações internacionais.
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