Na sua primeira manifestação pública hoje (16), no Brasil, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, de 66 anos, defendeu a reforma no Conselho de Segurança, ampliando seu formato. Ki-moon disse que a atual estrutura do órgão – formada por 15 integrantes – não reflete as mudanças estruturais dos últimos 65 anos. Mas, após elogiar a atuação do Brasil no cenário internacional, ele evitou apoiar a candidatura brasileira a um assento permanente no órgão.
Ki-moon optou por um discurso genérico em que afirmou ser necessário compor o órgão de forma mais “representativa e pluralista”. O secretário-geral elogiou o desempenho do governo brasileiro em iniciativas de defesa da paz, da segurança e de combate à fome no mundo. Segundo ele, os países latino-americanos desempenham “cada vez mais” um papel “mais forte nas relações multilaterais”.
“É necessário acelerar as negociações. É certo que o Brasil pode contribuir ainda mais”, afirmou o secretário-geral da ONU, depois de almoço, no Palácio Itamaraty, no qual estavam presentes os ministros Antonio Patriota (Relações Exteriores), Nelson Jobim (Defesa), Maria do Rosário (Direitos Humanos) e Izabella Teixeira (Meio Ambiente), além do presidente da Comissão de Relações Exteriores no Senado, Fernando Collor de Mello (PTB-AL).
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