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18 de jun. de 2011

Parte do discurso de Ban Ki-Moon sobre a crise humanitária árabe

"Boa tarde, senhoras e senhores.
É um prazer vê-los depois de tanto tempo.
Estamos assistindo os eventos sírios muito de perto, e com preocupação cada vez mais grave.
Eu condeno, absolutamente, a continuação da violência contra manifestantes pacíficos, mais particularmente o uso de tanques e armas de fogo que mataram e feriram centenas de pessoas.
Sem falar que pertence às autoridades sírias a obrigação de proteger os civis e respeitar os direitos humanos. Que inclui o direito à livre expressão e de reunião pacífica.
O Alto Comissário para os Direitos Humanos e eu concordamos que deve haver uma investigação independente, transparente e eficaz.
Continuo convencido de que somente um diálogo inclusivo e verdadeira reforma pode resolver as legítimas aspirações do povo sírio e restaurar a paz e a ordem social.
Sobre a Líbia: o imperativo é continuar, é proteger os civis.
Claramente, uma ação decisiva e unificada do Conselho de Segurança já salvou muitas vidas. Também é evidente que o regime líbio perdeu sua legitimidade e credibilidade. O povo líbio quer determinar seu próprio futuro político. Eles devem ter a chance de fazê-lo.
A situação dos civis deve continuar sendo o nosso foco. Neste fim de semana, as Nações Unidas estabeleceram uma presença humanitária em Tripoli similar ao de Benghazi.
Enquanto isso, nossos esforços diplomáticos se concentram em garantir um cessar-fogo e conseguir uma solução política. Na sexta-feira, meu Enviado Especial, o Sr. Al-Khatib, vai viajar mais uma vez para Benghazi.
Com relação ao Iêmen: aqui também, eu clamo mais uma vez para um fim imediato da violência contra manifestantes pacíficos. Os problemas do Iêmen, só pode ser resolvido através do diálogo pacífico e inclusivo. Espero que as negociações entre o governo e outros partidos venham resultar em um acordo aceitável para todos.
Sobre o Sri Lanka, a decisão de divulgar o relatório foi feito como uma questão de transparência e responsabilidade. Tenho certeza de membros do Conselho e outros Estados-Membros irão estudá-lo de perto.
O relatório foi compartilhada com o governo do Sri Lanka, e espero receber uma resposta construtiva que aponta o caminho para a reconciliação nacional e para a paz.
Muito obrigado."

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