Sicnoticias - Lisboa
O primeiro-ministro espanhol e o secretário-geral da OTAN defenderam hoje a necessidade de ser mantida a pressão militar, política e económica sobre o regime de Muammar Kadhafi e apoiar o Conselho Nacional de Transição líbio.
José Luis Rodriguez Zapatero e Anders Fogh Rasmussen estiveram hoje reunidos em Madrid, tendo analisado as operações na Líbia, a reforma da estrutura de comando da Aliança Atlântica, a situação no Afeganistão e as relações da NATO com a Rússia.
Segundo o governo espanhol, o chefe do executivo e o responsável máximo da NATO defendem que se mantenha a pressão sobre o regime de Kadhafi para ajudar a conseguir uma Líbia unida.
Zapatero reiterou que a Espanha continuará a participar nas operações militares da NATO na Líbia e também assegurou que se manterá o esforço no Afeganistão, onde estão destacados 1.500 militares espanhóis.
O chefe do governo espanhol exprimiu a sua satisfação por Espanha ficar com um dos centros combinados de operações aéreas (CAOC) da Aliança Atlântica, no âmbito da reforma da organização militar.
A reestruturação das estruturas da NATO implicará o encerramento do quartel de Retamares (Madrid), onde funcionava o Comando Componente Terrestre do Sul da Europa.
Para Rasmussen, a redução de quartéis-generais permitirá uma estrutura de comando militar "mais eficiente, com maior mobilidade e mais compacta".
Após a reunião, o dirigente da Aliança Atlântica discursou no Senado (câmara alta do Parlamento espanhol), onde pediu aos países europeus para não descuidarem os gastos com a defesa, apesar da crise económica.
Em relação à operação na Líbia, considerou que se conseguiu "evitar um massacre" e adiantou que, na sua opinião, a questão não é "se" Kadhafi vai sair, mas "quando".
Nesse sentido, a comunidade internacional "deve começar a planear as coisas para quando esse dia chegar", adiantou Rasmussen.
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