Kadafi deve facilitar a transição e deixar o poder em vez de "ameaçar", afirmou neste sábado (02/07) a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, ao comentar as declarações do líder líbio, Muammar Kadafi. O ditador ameaçou atacar a Europa se a Otan não suspender os bombardeios contra o seu regime, em discurso divulgado em uma mensagem áudio transmitida na sexta-feira a uma concentração de milhares de apoiadores do ditador reunidos na praça principal de Trípoli. "Se eles decidirem não parar, nós podemos decidir tratá-los da mesma maneira", disse Kadafi, afirmando que poderia estender o conflito para a Europa e que os líbios poderiam "cair sobre a Europa como gafanhotos". A mensagem foi transmitida na Praça Verde, diante de uma das maiores manifestações a favor de Kadafi ocorrida nas últimas semanas.
Hillary Clinton se encontrou em Madri com a ministra do Exterior espanhola, Trinidad Jimenez. "A resposta da Europa é continuar a trabalhar com a mesma resolução", manter "a mesma pressão política e militar", comentou Jimenez, prometendo continuar a campanha até a resolução da crise.
Segundo uma fonte próxima da União Africana, entre as propostas estão um cessar-fogo imediato, o acesso humanitário e um período de transição com eleições democráticas. Na cúpula, a UA decidiu também não cooperar com o Tribunal Penal Internacional, que emitiu mandado de prisão contra Kadafi.
A Otan anunciou que continua seus ataques contra a capital líbia, Trípoli. Na noite de sexta-feira, uma série de explosões pode ser ouvida na cidade. Segundo comunicados da aliança militar divulgados em seu site, a Otan aumentou nos últimos dias a pressão sobre o regime com ataques contra alvos no oeste da Líbia. Desde 27 de junho, mais de 50 alvos militares foram destruídos na região, segundo a organização.
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